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Eleições 2012 Imprimir
Escrito por Eduardo Malta Oliveira   
Segunda, 10 de Setembro de 2012 - 09:16

eleicao-2012Devido à correria do dia a dia, não consigo assistir com frequência ao horário eleitoral gratuito na televisão. Porém, aos sábados, dedico pelo menos trinta minutos do meu dia para acompanhar o programa. Neste ano fiquei surpreso e ao mesmo tempo decepcionado.

Lembro muito bem do tempo em que em eu dava risadas em frente à televisão quando via algumas pessoas que se candidatavam aos cargos de vereador, deputados, enfim. Mas o tempo traz a maturidade necessária para entender o drama que o Brasil vive. Fala-se muito em democracia e que somos afortunados por viver em um país que permite aos cidadãos escolherem quem serão os seus representantes no poder legislativo.

Porém, o que vi durante os trinta minutos do programa dedicado aos candidatos a vereadores de Porto Alegre, me deixou preocupado e até mesmo um tanto quanto revoltado. Candidatos que visivelmente não têm a menor condição de representar ninguém e que não deveriam sequer estar pedindo votos. E não é apenas um ou dois, são vários. Também não são de um partido específico. Eles estão em todos os partidos e concorrem a todos os cargos.

Outrp aspecto me chama a atenção: em alguns partidos, os candidatos são sempre os mesmos. Em todas as eleições eles aparecem. Candidatam-se ao cargo que estiver em disputa. Fazem propostas mirabolantes, revolucionárias, milagrosas, mas que nem eles mesmos acreditam que podem fazer. Talvez por isso eles não consigam se eleger.

Após assistir atentamente todos os trinta intermináveis minutos, não consegui determinar se existe algum candidato que realmente mereça o meu voto. Desde então, algumas perguntas ficaram na minha cabeça: será que os partidos não deveriam escolher melhor seus candidatos? Como é que poderemos votar certo, se os candidatos são errados? A lei da ficha limpa é com certeza uma conquista, mas será ela a solução?

Definitivamente, me senti afrontado com tanta incapacidade e despreparo que vi no horário eleitoral. Desta maneira, é impossível fazer com que o brasileiro, que há muito tempo já não crê mais na política, volte a ter uma esperança de tempos melhores. A sensação que fica é a de que nada irá mudar.

 

 


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