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Capa Memória Opinião De repente 30, cheguei aos 30?
De repente 30, cheguei aos 30? Imprimir
Escrito por Mateus Ítor Charão   
Segunda, 12 de Novembro de 2012 - 10:01

De-repente-30Há filmes que gosto de assistir várias vezes. Por exemplo, no filme "De repente 30", Jenna Rink (Christa B. Allen) é uma garota que está descontente com sua própria idade, não é popular na escola, seus pais ficam sempre no seu pé e o garoto por quem está apaixonada nem sabe que ela existe. No seu 13º aniversário, Jenna foi trancada em um armário e completamente esquecida pelos demais presentes na festa. Triste, faz um pedido: virar adulta de repente, para ter a vida com que sempre sonhou. O pedido se torna realidade e, no dia seguinte, Jenna (Jennifer Garner) desperta com 30 anos. Depois de muita confusão, ela percebe que, embora tenha tudo que sempre sonhou, não é feliz, está distante dos pais, seu melhor amigo (por quem se apaixonou) está preste a se casar, não tem amigos de verdade etc.

Como é uma ficção, Jenna volta atrás e muda a sua história! É claro que não vou contar o resto do filme, não é? Queremos uma vida perfeita! Mas será a perfeição um elemento humano? Há infinitas variáveis e tudo é tão circunstancial na trajetória humana. Existe tanto e tantas coisas para serem feitas que, às vezes, a gente cansa: temos que estudar, ser bem sucedidos, casar e ter filhos, e os filhos tem que ser educados e tem que estudar, ser bem sucedidos e casar e ter filhos. Nos intervalos, temos que fazer exercícios, ser solidários, cuidar da saúde, preservar o meio ambiente, escolher uma boa alimentação, controlar os gastos e o consumismo, entender de tecnologia, política, arte, cultura, literatura, cultivar amigos, parentes e aderentes, viajar. E isso é só o básico!

Há um tempo atrás, eu costumava dizer para Deus: "Senhor, o que é isso? Estamos numa armadilha! Viver está me matando! Bom, estou chegando aos 30 daqui a três anos! Mas, na vida real não podemos voltar atrás e mudar o passado. Consertar os erros cometidos, as "mancadas", as palavras pronunciadas, as decisões tomadas, os caminhos trilhados. Não é tarefa das mais fáceis! Reescrever a história das nossas vidas é tarefa divina, sobrenatural! Porém, Deus escreve a partir do ponto em que o aceitamos como autor da nossa história.

Com o passar do tempo, aprendi uma lição preciosa, sábia e proferida a 2012 anos atrás: viva cada dia, um de cada vez, não se preocupe tanto com o futuro. Você não pode consertar ou controlar os fatos, as pessoas e as circunstâncias relacionadas com a sua vida! Apenas administre! Faça o que for possível, mas sem drama, sofrimento e desespero. Busque a serenidade, o equilíbrio, a paz espiritual.

Estabeleça metas e defina prioridades, mas não se sinta um fracasso se não conseguir atingi-las. Não carregue todas as culpas, por falar nisso, sabia que existem, pelo menos, cinco tipos: depressiva, inconsciente, persecutória, delirante e consciente? A culpa tem uma função importante na nossa vida, mas temos que evitar excessos. Aliás, tudo em excesso prejudica, enjoa e só faz mal! Por isso, Deus fez tudo perfeito na natureza! O dia dura, exatamente, o tempo certo para uma pausa, quando temos que parar, dormir, sonhar e acordar renovados pelo sopro da vida, mas uma vez!

 


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