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Classificação com direito a susto Imprimir
Escrito por Giovani Gafforelli   
Sexta, 19 de Abril de 2013 - 15:54

zeroberto1x0huachipatoNo jogo da noite de quarta-feira (18), o time do Grêmio precisava apenas de um empate para se classificar em segundo no seu grupo da Copa Libertadores da América. Os gols foram de Zé Roberto para o Grêmio e Aceval para o Huachipato.

Mais uma vez Zé Roberto mostrou por que é um jogador diferenciado. Na partida o jogador marcou UM GOLAÇO de “puxeta”, sem nem precisar dominar a bola. Além da estrela e da experiência de quem venceu duas Copas Américas e duas Copas das Confederações pela Seleção Brasileira – tendo sido o melhor jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2006 – tem muito talento e quando o Grêmio precisa, ele sempre decide o jogo. 

No Chile, não foi diferente. O camisa dez parecia estar com sangue nos olhos pelas más atuações recentes do time e, com muita vontade, foi o destaque do Grêmio na classificação a próxima fase da Copa Libertadores da América. No jogo contra o Huachipato, era tudo ou nada. 

O argentino Barcos aparentou estar nervoso, demonstrando vontade, mas ao mesmo tempo pressionado pelos mais de 400 minutos sem fazer gol. O companheiro do argentino no ataque era o ídolo chileno, Eduardo Vargas. O jogador não fez um bom jogo, praticamente nem encostou na bola. Os gremistas ainda não sabem se este jogador tem um bom empresário, ou um bom futebol de fato, pois ainda não se viu o futebol deste jogador que foi o craque da Copa Sul-Americana de 2011. 

Dida jogou bem, teve uma atuação segura. Sua única falha foi na cobrança de falta de Aceval, que originou o gol de empate do Huachipato, quando o goleiro nem se mexeu e apenas acompanhou a bola entrando.

Werley teve uma atuação segura, sendo ovacionado pelos torcedores por permanecer em campo após sentir uma lesão muscular; detalhe: o Grêmio ficaria com um jogador a menos se o zagueiro saísse, pois já haviam sido feitas três substituições. Mas o defensor seguiu heroicamente em campo nos minutos finais.

Desta vez Luxemburgo soube armar o time suficientemente para não perder a classificação, afinal seu pescoço estava em jogo. O tricolor poderia ter matado o jogo com o jogador Zé Roberto no segundo tempo da partida, num belo chute de canhota quando a bola teimou em entrar.

Algo deve estar errado para os jogadores de ataque, que são pagos para fazer gols, mas não estão fazendo; o que seria? A falta de uma voz de comando dentro do vestiário ou um motivador com pulso forte, que tenha vivido o Grêmio, que saiba o peso desta camisa?

O Grêmio ainda não se afirmou em seus domínios. O poder público está tornando a Arena Porto-Alegrense um campo neutro, impedindo que os instrumentos entrem no estádio e etc... O presidente Fábio Koff tem que tomar providências para que esta Arena seja utilizada com a finalidade que foi projetada, ou seja, fazer com que os adversários sintam uma pressão nunca vista por eles. Que venha a próxima fase e esta arena seja um temido “caldeirão”.

 


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