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Formatura é tão difícil? Imprimir
Escrito por Eduardo Purper   
Terça, 28 de Julho de 2009 - 15:44

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Depois de quatro anos e algumas batalhas como primeira turma de jornalismo do Centro Universitário IPA, chegou a hora de curtir os louros da formatura. Mas será que são tantas as glórias assim?

Se o leitor estivesse na minha pele, certamente acharia que não há todo este glamour, porque antes do grande dia, nós, os 10 formandos, ainda teremos que arrancar os poucos cabelos que nos restam.

Estamos em vias de entregar nosso projeto de conclusão de curso, até aí nada tão assustador. O que é realmente alarmante é uma palavrinha chamada banca. É nela que todo este nosso esforço será recompensado.

Iniciei falando deste projeto porque, como relatado acima, esta é a matéria mais importante. Mas não podemos nos esquecer das outras, que também reprovam, não é, formandos?

Cada um de nós tem diferentes expectativas e objetivos para depois deste dia.

Alguns estão de saco cheio da faculdade, querendo que este suplício acabe de uma vez. Outros, como eu, estão ansiosos para terminar logo este calvário, mas sabem que vão sentir saudades.

Esta época também é de nostalgia, pois nas nossas rodas de intervalo, nós ficamos procurando qual foi a nossa primeira sala de aula.

Além disso, ficamos relembrando pessoas que ficaram pelo meio do caminho e não estão desfrutando deste incrível momento, mas nem por isso deixam de estar em nossos corações.

Um dos episódios marcantes da pré-formatura foi a prova de toga, o leitor nem tem idéia do que os formandos aprontaram comigo.

Lembrei dos meus tempos de guri, porque entre uma prova e outra, os guris resolveram bater uma bolinha vestindo aquele uniforme “pouco pesado”.

Eles esqueceram que eu não caminho e também me fizeram esquecer deste detalhe. Por alguns instantes eu me senti o ronaldo nazário. Eu marquei alguns gols, mesmo que fosse tudo arquitetado. Além disso, me fizeram defender um pênalti e depois pularam em cima da minha cadeira como se fosse uma final de campeonato. Por alguns momentos eu temi me esborrachar no chão. Para minha sorte, as gatas da turma não estavam vendo esta cena grotesca, provavam as togas delas em outra sala, para sorte delas.

Outro aspecto que caracteriza a nossa turma são as frases de final de aula. São aquelas proferidas por volta das dez horas da noite, quando ninguém espera, geralmente no meio de uma matéria chata.

Temos um colega, que é o rei de protagonizar estes momentos hilários. Aí vai um exemplo de uma frase dita por ele: “o amor é um negócio”. Esta frase foi proferida em uma sexta-feira na aula de gestão da comunicação, quando o professor estava comparando a gestão da comunicação ao relacionamento amoroso, e consequentemente mexeu com a dor de cotovelo do tal colega, que já durava todo o semestre.

Além destas frases engraçadas, ele ainda faz algumas imitações de professores que nos marcaram. As duas mais hilárias são a do primeiro reitor do curso, professor jaider batista e do primeiro coordenador , sander neves, ambos mineiros. O pior, leitor, é que ele não se constrange com nada disso e faz a nossa alegria, não é, dani?

Esta turma é única, tem o dani, o alex, o fernando, os guris do bola murcha (ultimamente bola bem murchinha...), a paula, a ju, a sara (que ficou pelo caminho), o thiago (que também ficou pelo caminho) e o daniel flamenguista.

Com alguns eu nem tive uma amizade tão chegada, mas todos marcaram com certeza a minha caminhada na faculdade e pelo simples fato de se formarem comigo, de alguma maneira estarão sempre no meu coração. Portanto esta turma vai deixar saudades.

Quando eu cheguei no curso de jornalismo, cheio de expectativas, foi esta turma que me recebeu e oportunizou a busca do meu espaço dentro da faculdade e dentro da própria galera.

Valeu gurizada, vocês estão deixando saudades, dá-lhe pioneiros! Beijos nas gurias e abraços nos manos!

 


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