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Nervosismo, bom ou ruim? Imprimir
Escrito por Eduardo Púrper   
Quarta, 10 de Novembro de 2010 - 01:01

nervosismo-01Quando me refiro a nervosismo, não estou falando daquelas situações comuns do dia-a-dia que costumam nos causar stress como o trânsito, contas para pagar, chefe chato, brigas com a namorada ou esposa, quando seu time perde etc.

Quero falar sobre situações específicas que mexem com o emocional das pessoas em geral. Aquele tipo de nervosismo, "cientificamente" conhecido como frio na barriga. Já devo dizer de antemão, que eu sou uma vítima contumaz dele.

Este vírus costuma se manifestar em situações como vésperas de casamento, na hora de dizer que quer ficar com alguém, em formaturas em geral (vale esclarecer: quando você é o formando, porque em geral elas são chatas, até a minha foi chata, exceto pelo fato de eu estar me formando).

Existem pessoas que conseguem lidar melhor ou pior com a presença deste implacável ser invisível. Me surpreendi muito quando estava conversando sobre este assunto com uma conhecida minha e ela me relatou não sofrer mais desta doença há anos quando fala em público. Devo confessar que fiquei espantado quando ela me disse isso, pois pensei: como assim, não sofrer de frio na barriga? É normal, quando se vai dar uma palestra, como ela, ter essa sensação que, dependendo de como a pessoa encara, pode atrapalhar, ajudar ou ficar na mesma se você conseguir.

Tenho uma grande dúvida pessoal sobre o nervosismo: se ele é bom ou ruim. Mas tenho uma certeza: ele tem que estar sempre presente. A falta deste vírus, para mim, mostra um certo desinteresse por aquilo que está por vir. Ele sempre tem que estar presente, em maior ou menor grau, mas sempre está lá. Cada pessoa tem que saber lidar com ele, sem deixar que ele atrapalhe o que ela tem que fazer.

Sinto nervosismo em várias situações daquelas elencadas acima. Mas, a que mais me deixa apreensivo e com este maldito frio na barriga quando ministro alguma de minhas palestras. Mesmo que elas sejam sempre sobre um assunto do qual tenho domínio, inclusão, cada vez que subo ao palco e me deparo com o público, ele sempre aparece mesmo que eu seja um jornalista e trabalhe em rádio. Aí fico me perguntando: como um homem que trabalha com comunicação, pode ficar tão nervoso assim? É bom esclarecer que o nervosismo diminui substancialmente quando pego o microfone, que é a minha salvação, me sinto na rádio.

O formato de palestras que diminui quase a zero este mal, é o de perguntas e respostas. O fato é que eu não fico como um bobo falando sozinho, e consigo repartir o nervosismo com a pessoa que faz a pergunta. Esta é a razão dele ir quase a zero, a divisão da responsabilidade.

Hoje, não estou falando do nervosismo só por falar. Para variar, vou ministrar uma palestra, desta vem em farroupilha, rs. O leitor deve imaginar, após este relato, o que está acontecendo dentro de mim neste momento. Tenho sensações que não cabem publicar numa crônica.

Em breve lhes conto o resultado desta epopéia, que inclui uma viagem de 200 quilômetros, sem a companhia do meu fiel escudeiro e pai, Ricardo.

Não tenho a resposta para a pergunta do título, nem sei se terei um dia, mas ainda tenho uma certeza, ele tem que estar sempre comigo.

 


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