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Capa Memória Opinião 17 anos sem Ayrton Senna
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Escrito por Eduardo Oliveira   
Segunda, 02 de Maio de 2011 - 13:19

ayrton-sennaNo último domingo, 1º de maio, lembramos o 17º aniversário de morte de Ayrton Senna, tido por muitos como o melhor piloto da história da Fórmula 1. As manhãs de domingo dos brasileiros nunca mais foram as mesmas.

Na manhã de 1º de maio de 1994, os brasileiros estavam grudados na televisão assistindo ao Grande Prêmio de San Marino. Senna era o favorito à vitória, afinal largava na Pole Position. Mas na sétima volta um trágico acidente calou o Brasil e o mundo. Os olhos de todos se voltaram para a televisão.

Aquele final de semana entraria para a história como o mais terrível da história da categoria. Na sexta, Rubens Barrichello bateu forte e sofreu alguns ferimentos. No sábado, Roland Ratzenberger morreu ao bater sua Simtek contra o muro na curva Villeneuve.

Este fato levou a protestos dos pilotos, que liderados por Ayrton Senna exigiram mais segurança para a corrida e para as próximas etapas. Mesmo assim, a prova foi confirmada.

Já na largada, um acidente tirou dois carros da prova. Era um sinal do que viria pela frente. Ao abrir a sétima volta, Senna que era pressionado por Michael Shumacher, bateu forte na curva Tamburello. Ás 13h40min da tarde (hora do Brasil) o boletim médico do hospital Maggiore de Bolonha, anunciou a morte cerebral do piloto.

A perícia realizada no carro constatou que o acidente foi causado por quebra da barra de direção da Willians. Com esta quebra, Senna não conseguiu contornar a curva Tamburello, chocando-se diretamente no muro a mais de 300 Km/h. Mesmo sendo um ponto perigoso, não havia nenhum tipo de proteção, (como uma barreira de pneus, por exemplo) qualquer acidente poderia ser fatal.

Segundo reportagem da Revista Veja (3 de maio de 1994), o impacto foi tão forte, que a cabeça do piloto se chocou contra o muro, rachando o lado direito do capacete. O rosto do piloto ficou completamente destruído, tornando impossível qualquer procedimento cirúrgico. Senna foi levado ainda com vida para o Hospital, mas de acordo com boletim médico, o tri campeão chegou em coma grave, e com fortes hemorragias. Poucas horas depois a morte foi confirmada.

Chegava ao fim a carreira de Ayrton Senna. Mas as imagens dos títulos mundiais de 1988, 1990 e 1991 permanecem vivas na memória dos brasileiros, assim como as vitórias marcantes em Interlagos, São Paulo, principalmente a de 1993 quando a torcida invadiu a pista de bloqueando a passagem de Senna, que teve de ser resgatado pelo carro de segurança e levado até o podium.

Em 2007, a Suprema Corte italiana condenou o diretor-técnico da Williams em 1994, o inglês Patrick Head, por homicídio culposo. A sentença 15050 diz "que a causa do acidente foi a ruptura da barra de direção, causada pela modificação mal projetada e executada, conduzindo a um comportamento culposo e omisso de Head, já que o acontecido era previsível e evitável". Mesmo com a condenação, Patrick Head nunca cumpriu pena, afinal o processo foi extremamente longo devido às apelações do inglês, e a sentença final saiu após o crime ter prescrevido.

Os recordes de Ayrton Senna foram quase todos batidos por Michael Shumacher, sete vezes campeão do mundo, porém devem ser levados em conta os anos a mais de carreira do piloto alemão. Isto leva a uma eterna discussão: quem foi melhor? Senna ou Shumacher? Ou ainda: se Senna estivesse vivo, Shumacher teria superadp seus números.

Para os brasileiros, Ayrton foi e sempre será o melhor piloto da história!

 


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