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Capa Memória Política O futuro da educação em debate
O futuro da educação em debate Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Quinta, 19 de Maio de 2011 - 16:46

debate-educacaoSeguindo a tradição dos grandes debates, o governo volta a convidar o cidadão a discutir temas considerados de relevância para o Estado. Na manhã desta quarta-feira (18/05), o tema abordado no Plenário 20 de Setembro da Assembleia Legislativa foi: Educação e Inclusão Digital.

Integraram a bancada de debates entidades políticas como o vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, Alceu Barbosa Velho, o deputado Mano Changes, a secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado, Vera Spolidoro, representando o governador Tarso Genro, a secretária de Educação de Porto Alegre, Cleci Jurach, representando o prefeito José Fortunatti, e o presidente do Parlamento gaúcho, deputado Adão Villaverde, que aproveitou a lotação máxima do plenário para convidar o povo gaúcho a participar de debates e participar das decisões do governo. "Nós temos estes debates para deduzir ações concretas para o governo", destacou.

Também participaram do evento os deputados Marisa Formolo, Miriam Marroni, Alexandre Postal, o secretário da Ciência e Tecnologia do estado, Cleber Brodanov e representantes de entidades de classe e instituições de ensino como a UFRGS, a PUCRS e o IPA, representado pelo professor Norberto da Cunha Garin.

O objetivo do debate foi buscar soluções para tornar a educação mais dinâmica e moderna, que acompanhe os avanços tecnológicos. Para isso, foi trazido ao debate o exemplo do Uruguai. Foi do país vizinho que veio um bom exemplo. Trata-se de um projeto da Fundação Ceibal, que distribuiu um computador por estudante e professor, além de colocar internet sem fio em todas as escolas.

Para explicar melhor como foram realizadas as mudanças e quais foram os resultados, o presidente da Fundação Ceibal, Miguel Brechner, esteve presente no local e apresentou ao público alguns dados que ilustram o resultado do trabalho realizado em seu país. Segundo Brechner, 450 mil notebooks foram distribuídos no país; 320 mil nas escolas primárias e 120 mil nas secundárias. Também foram instaladas redes de internet sem fio gratuitas em todas as escolas, em mais 144 praças e complexos habitacionais, com academias e livrarias. E ao contrário do que muitos pensavam o projeto não foi caro. Os custos foram estimados em 248 mil dólares. "Nós tornamos o que era um privilégio em um direito" salientou o presidente da Fundação.

Terminada a apresentação de Brechner, quem se manifestou foi o secretário executivo das comunicações, César Álvares. Ele comentou resultados do projeto ' Um Computador por Aluno', que prevê ações semelhantes com as realizadas no Uruguai para o Brasil. O secretário comentou que no período do projeto em que foram entregues computadores a alunos de uma escola pública, a nota na prova que mede o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi dois ponto mais altas que nos anos anteriores. "É uma experiência que pode e deve ser vivida por cada unidade de educação, escola, cidade, professor e aluno. Nossa tarefa é ajudar a superar paradigmas para melhorar a educação" comentou Álvares.

Para finalizar o evento, membros responsáveis pelas entidades Software Livre, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Escolas e Faculdades QI, UFRGS, Força Sindical e Central Única das Favelas (Cufa) dedicaram palavras de apoio ao projeto que está para ser implementado pelo governo.

Em entrevista exclusiva ao Universo IPA, o coordenador da Cufa no Estado, Manoel Soares, comentou os dois lados do investimento em tecnologias a serviço da educação,algo tão moderno, enquanto ainda há infra-estrutura precária em escolas no país. E ponderou: "Não investir nesses projetos agora é arriscado, pois colocamos em xeque o nosso futuro, mas investir agora também é colocar em risco toda uma gama de prioridades que ainda que ainda não foram atendidas".

O coordenador da Cufa também ressaltou a necessidade de não apenas levar o computador ao aluno, mas também de educá-lo para o uso das novas tecnologias, "Esse investimento de educação e inclusão digital vai além de colocar um computador na mão de cada aluno. Esse processo passa, acima de tudo, por educar as pessoas para essa nova plataforma de construção que vem chegando" . E concluiu: "quem dera a solução dos nossos problemas fosse dar um computador para cada aluno, mas a luta tem que começar por algum lugar".

 


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