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Manifestantes exigem impeachment da governadora do Estado Imprimir
Escrito por Emmanuel Denaui   
Sexta, 15 de Maio de 2009 - 17:34

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Professores, estudantes e sindicalistas manifestaram-se novamente nesta quinta-feira, dia 14, em frente ao Palácio Piratini, exigindo a saída da  governadora do estado, Yeda Crusius.

A movimentação dos manifestantes começou em frente ao Parque do Harmonia,  deslocando-se pelo centro da capital até a praça da Matriz, onde segundo o batalhão da Brigada Militar, um coro de aproximadamente 1600 pessoas proclamava repetidas vezes o refrão “fora Yeda!”.

Em destaque, a forte presença de estudantes secundaristas e universitários, responsáveis por fortalecer o movimento responsável pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, os chamados “caras pintadas”, e que agora se empenham, mais uma vez,  frente à campanha ‘fora Yeda’.

O estudante de jornalismo e integrante do DCE da UFRGS, Rodolfo Mohr, enfatiza que “não faltam mais indícios, não faltam mais denuncias; falta é apuração, agilidade e a mobilização do povo do Rio Grande do Sul”. Já para a presidente do Centro dos Professores do Estado do RS (CPERS), Rejane de Oliveira, é de extrema necessidade que Yeda se afaste do governo, e justifica: “para que seja mantida a ordem e o respeito ao governo do estado é necessário o afastamento da governadora”.

Apesar da chuva que caiu durante a passeata, a esperança de que a manifestação, que já havia ocorrido no dia 26 de março deste ano, com pouco mais de 800 participantes, atinja os seus objetivos, está cada vez mais próxima. O estudante e representante do curso de história da Unisinos, Alexandre Leitão, demonstra sua fé no movimento ao afirmar que “em quase um ano de mobilização, ainda há fatos não comprovados”. Mas aponta que “há realmente uma ruptura grave no sistema público e político do estado”. Também ressalta que o caso “já começou a perder a blindagem da mídia, o quarto poder que nós temos”. E conclui justificando “o monopólio midiático, hoje em dia, no Brasil é cada vez mais forte, e aqui no RS temos um grande indicativo disso".

Em Brasília, a governadora busca apoio político e deixa bem claro possuir provas de que não houve verbas ilícitas na sua campanha, tendo como objetivo da visita a não abertura de CPI sobre as acusações recebidas. Em virtude disto, tomou providências jurídicas, contratando um advogado especialista em legislação eleitoral, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Alckmin, com o objetivo único e exclusivo de processar os autores das denúncias de caixa 2 publicadas em uma revista. 

Não foram registradas ocorrências de confronto policial  com os participantes que marcharam de forma pacífica. Também não foi registrada a  presença de nenhum representante do Estado na manifestação. Ao final da passeata, em um prédio nas proximidades do Palácio Piratini, uma faixa cobriu pouco mais de três andares, dizendo ‘IMPEACHMENT’.

 


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