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Escrito por Valkiria Schotkis   
Segunda, 08 de Dezembro de 2008 - 15:24

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Em entrevista concedida para o Universo IPA, o economista e diretor técnico da Pólo RS / Agência de Desenvolvimento - organização não governamental privada, sem fins lucrativos, que reúne empresas e entidades representativas de diferentes setores da economia do Estado do Rio Grande do Sul - Paulo de Tarso, explica os problemas da crise econômica e aconselha a população a poupar.

O nível de desaquecimento da economia ainda não é fortemente sentido. A taxa de desempenho industrial, embora tenha caído, não caiu significativamente e o comércio ainda continua aquecido. No entanto, logo a população irá ver uma mudança, principalmente, nos bens de consumo duráveis como automóvel, os produtos da linha branca, como televisores. Essas mudanças serão mais sentidas em médio prazo, especialmente, lá por março ou abril, é o que afirma Paulo de Tarso. "Como a economia é um processo de efeito encadeado eu diria que não é nesse momento, mais certamente daqui a dois ou três meses é que nós vamos observar uma modificação muito séria de comportamento nas pessoas. Aliás, hoje já estamos vendo, as pessoas estão mais ansiosas em relação às aquisições em longo prazo".

Tarso explica ainda que a crise começa a ter reflexo a medida a em que as exportações brasileiras começarem a sofrer restrições dos compradores. Como o principal comprador do Brasil é os Estados Unidos, se ele deixar de comprar, conseqüentemente acabará afetando o emprego, o setor exportador, a renda. Com renda prejudicada as pessoas deixam de comprar e se não comprarem a economia será afetada.

Outro grande problema apontado pelo economista, é que o Brasil exporta pouco produto com valor agregado "produtos com baixo volume, porém com grande valor de exportação". Esse é um ponto negativo para o país, uma vez que se as exportações estão baseadas em produtos primários e volume e receita. "Quando há uma redução de volume e uma diminuição de receita, isso se materializa na redução do emprego, da renda, dos negócios, na queda da taxa de investimentos e a economia sofre", explica Tarso.

Segundo o economista, a partir do próximo ano, dependendo do ritmo das medidas que serão implementadas pelos Estados Unidos, é que o Brasil irá sofrer as conseqüências mais fortes desta crise. Devido a isso Tarso aconselha que a população tenha cautela e aprenda a poupar. "Se você ganha 10 poupe 2, se ganha 100, poupe 20, se ganha 1000, poupe 200. Ou seja, faça da poupança um hábito", sugere o economista.

 


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