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Manifestantes protestam contra o aumento da passagem de ônibus Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Quinta, 28 de Março de 2013 - 19:25

3Um protesto contra mais um aumento do preço das passagens de ônibus de Porto Alegre, que contabiliza acréscimos anuais em seu valor desde 2004, ocorreu, nesta quarta-feira (27), na cidade. Cerca de mil pessoas, principalmente estudantes, se reuniram na Praça Montevidéu, em frente a prefeitura, por volta das 18h30, e deram início ao protesto com palavras de ordem e músicas que refletiam a insatisfação, como: "Mãos ao alto. Esse aumento é um assalto" e "Pra trabalhar. Pra estudar. Mais um aumento eu não vou pagar". Outras eram dirigidas diretamente à gestão do atual prefeito José Fortunati: "O povo na rua. Fortunati, a culpa é tua".

Com faixas e cartazes, a multidão tentou entrar na prefeitura, porém a guarda municipal trancou a porta pelo lado de dentro. O secretário municipal de Governança Local, Cézar Busatto, que estava no prédio, saiu na  tenativa de conversar com os manifestantes durante o tumulto, porém não foi ouvido. Alguns manifestantes atingiram-no com tinta vermelha, a mesma jogada em políciais no confronto realizado na segunda-feira (25), em frente a Pucrs, que simboliza o sangue de dezenas de militantes que já foram agredidos por policiais, na capital.

Outro grupo isolado de ativistas, cerca de 10 em meio à centenas de outros que participaram da ação, atirou pedras, taquaras e bolas de gude contra os vidros da prefeitura, quebrando-os. Duas motos e uma  viatura da Brigada Militar também foram danificadas. Muitos manifestantes ficaram surpresos e indignados com a situação, o objetivo do protesto, segundo todos que foram entrevistados pela equipe do Universo IPA, era mostrar um posicionamento contra o aumento da tarifa de forma pacífica.

Para dispersar a multidão, o Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar (POE) usou bombas de efeito moral. O barulho afastou os ativistas, que dirigiram-se para a Av. Salgado Filho, ainda no centro da Capital. Lá os manifestantes se agruparam novamente e seguiram pela Borges de Medeiros em direção ao Palácio da Polícia, para onde a estudante de enfermagem e coordenadora geral do DCE da Ufrgs, Luany Barros e Xavier, foi levada após ser detida durante a tentativa de entrar na prefeitura.

Quando a situação tornou-se mais calma na prefeitura, o secretário Buzatto conversou com a imprensa e chamou os ativistas de "animais querendo guerra". Afirmou ainda estar surpreendido com a truculência dos jovens que o atiraram tinta: "nunca vi uma violência e fúria tão grande". Ele afirmou ainda que irá registrar queixa ao Ministério Público.“Vamos denunciar isso aos órgãos competentes e esperar que eles nos ajudem a fazer justiça e que aqueles responsáveis sejam punidos pelos que fizeram”, comentou.

Os manifestantes permaneceram na Av. Ipiranga, em frente ao Palácio da Polícia, até cerca de 23h, quando a estudante de enfermagem, Luany, foi liberada. Ela responderá pelo crime de lesões corporais, além de ter sido registrada em um boletim de ocorrência.

 


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