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Escrito por Manoel Canepa   
Quarta, 21 de Outubro de 2009 - 21:03

 

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A governadora do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, viu-se livre de sofrer impeachment. Na tarde de ontem, 20, a Assembleia Legislativa decidiu, por 30 votos a 17, arquivar o processo de afastamento da governadora. Mesmo escapando da possibilidade de afastamento do cargo, Yeda e integrantes do governo ainda são alvos de investigações da CPI da Corrupção, instaurada para apurar fraudes no governo.

Segundo a deputada do Partido dos Trabalhadores (PT), Marisa Formolo, "as investigações não acabaram, mesmo que o processo tenha sido arquivado na Assembleia". Para ela, a base do governo se uniu para encerrar o assunto, uma vez que boa parte dos partidos aliados estariam envolvidos em esquemas de corrupção.

Para o deputado Raul Carrion (PC do B), todo o processo esteve sob desconfiança, uma vez que quem ocupou a posição de relatora foi Zilá Breitenbach (PSDB), deputada da base e amiga de Yeda, segundo ele. "O relatório foi chapa-branca. Não teve a real intenção de apurar o envolvimento da governadora na fraude do Detran, e desde o início foi direcionado para o arquivamento", esbravejou.

Zilá, por sua vez, festejou muito o arquivamento do processo de impeachment, e comentou que esse é um capítulo que o Estado nunca precisaria ter passado, julgando um grande equívoco a possibilidade de afastamento da governadora.

Para Pedro Westphalen (PP), não havia mais razões para dar andamento a esse processo. "A governadora foi retirada da condição de ré pela justiça. Os autos que fundamentaram a abertura desse processo pelo presidente da casa (deputado Ivar Pavan, do PT) talvez, no dia de hoje, não fossem nem possíveis de serem encaminhados", comentou.

O deputado Adão Villaverde (PT) julgou uma precipitação o arquivamento do processo. "Nós não estamos condenando nem acusando ninguém. Apenas penso que, pelos fortes indícios observados, o processo de investigação não poderia ter sido interrompido nesse momento".

O dia ficou marcado por muita tensão, movimentação e alguns protestos. Fato é que, a partir da decisão tomada pela Assembleia, a governadora Yeda Crusius não corre mais o risco de perder o cargo. Ao menos até 2010, quando se realizam as eleições para governador. Aliás, passado o susto, comenta-se sobre a possível candidatura para a reeleição de Yeda.

 


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