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Fórum Social Mundial está mais maduro, afirma Lula Imprimir
Escrito por Rafaela Haygertt   
Quinta, 28 de Janeiro de 2010 - 08:22

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O Presidente Luis Inácio Lula da Silva discursou na noite de terça-feira, 26 de janeiro, para mais de 7 mil pessoas no Fórum Social Mundial.

Diversas autoridades como a ministra da Casa Civil, Dilma Russef, o Ministro da Justiça Tarso Genro, o prefeito de Porto Alegre José Fogaça, o ex-governador Olívio Dutra, e o presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, prestigiaram o evento.

Pessoas ligadas a movimentos de esquerda como a Central Única dos Trabalhadores, CUT, entre outros, chegaram no inicio da tarde para ver Lula, que começou a discursar às 21h.

O momento mais tenso da cerimônia foi relacionado ao prefeito da capital gaúcha, José Fogaça, um dos últimos a ser citado na lista de presentes. Enquanto Lula e Dilma eram ovacionados, o líder do município recebeu vaias dos participantes do encontro.

Além do Presidente, também discursaram o líder nacional da CUT, Arthur Henrique da Silva, a ativista política uruguaia Lílian Celiberti, e o Candido Grzybowski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), um dos fundadores do movimento que iniciou em 2001.

"Nossa responsabilidade é derrotar o neoliberalismo e a direita", afirmou Arthur Henrique, o primeiro a discursar. "Não vamos nos enganar, o neoliberalismo não morreu, o golpe de Honduras e vitória da direita no Chile provam isso", assegurou.

Lílian Celiberti foi mais amena em seu discurso, "O fórum é o encontro do povo da esperança", disse a uruguaia."Nós todos da América Latina nos emocionamos quando um metalúrgico se tornou presidente, quando um Índio se tornou presidente da Bolívia e quando Michele Bachelet mostrou às meninas que elas podem governar", reflete.

Em seu discurso, que durou 40 minutos, Lula abordou vários pontos como a importância da solidariedade brasileira frente ao Haiti, a Conferência de Copenhague, e o Fórum Mundial Econômico que acontece em Davos.

Haiti

O presidente afirmou que o Brasil está fazendo sua parte na reconstrução do país caribenho. "Eu tenho orgulho da quantidade de brasileiros que se inscrevem para ir ajudar no Haiti", disse. "Nós conseguimos provar ao mundo que é possível, sim, realizar uma missão de paz sem se meter nos assuntos do governo e sem precisar agir com violência". Também anunciou que visitará o Haiti no dia 25 de fevereiro.

Liberdade de Imprensa e o Polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos

Lula evitou falar sobre o polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos, mas abordou uma das principais discussões que rondam o acordo, a liberdade de imprensa. "A discussão sobre a comunicação não pode ficar atrelada a grandes empresários do setor", assegurou.

Clima e encontro em Copenhague

Lula Voltou a dizer que os paises subdesenvolvidos não podem pagar pelos erros dos paises desenvolvidos. "Os Estados Unidos e a Europa queriam culpar a China e a Europa queria se livrar do tratado de Kioto", denunciou. "Nós levamos a proposta mais séria para o encontro", garantiu.

Davos

O presidente Lula criticou o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Contou que era visto com desprezo na primeira vez em que participou do evento, em 2003. Ao referir-se à sua atuação na edição deste ano, ressaltou: "Vou com a segurança de quem tem o que dizer. Vou mostrar para eles que quem criou mais universidades e escolas técnicas foi um torneiro mecânico", alfinetou. Para Lula o encontro em Davos já perdeu o glamour. Do FSM o presidente segue para participar do Fórum Econômico Mundial, onde receberá o prêmio de 'Estadista Global', por ajudar a melhorar o mundo.

 


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