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Tecnologia de ponta nas eleições 2010 Imprimir
Escrito por Cássio Rafael Machado e Sandra Costa   
Quinta, 20 de Maio de 2010 - 12:32

urna-biometricaA novidade nas futuras eleições, com início neste ano, será a votação via tecnologia biométrica. O Brasil, que é referencia mundial no uso de urnas eletrônicas, mais uma vez, inova. Ao  inserir o dedo polegar sobre uma placa, para  a leitura da identidade por impressão digital, a urna será liberada para a votação. Além disso, também há uma foto do eleitor nos registros, tudo para evitar possíveis fraudes de gênero ideológico no processo eleitoral do país.

A tecnologia proporcionará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um dos mais avançados bancos de dados do mundo. O Ministério da Justiça também vai utilizar essas informações registradas para integrar o banco de dados do Registro de Identificação Civil, o qual  poderá ser implantado ainda em 2010. A previsão é de que em 10 anos, todo o país tenha urnas com leitores biométricos.

Em 2008 foram realizadas as primeiras experiências, em três municípios: São João Batista, em Santa Catarina, Colorado do Oeste, Rondônia e Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul.

No Rio Grande do Sul, a urna biométrica foi experimentalmente implantada em Canoas, única cidade gaúcha e a maior do país a passar pelo recadastramento.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Daniel Wobeto, o novo sistema de leitura biométrica fará com que haja um controle maior sobre a identidade do leitor. Wobeto afirma ainda que o recadastramento será útil para o cadastro civil único, tendo em vista a emissão de todos os documentos com base em um único registro.

O procedimento de voto será simples: o mesário digita o número de inscrição do eleitor na urna e solicita que seja colocado o polegar direito no leitor do terminal do mesário para que seja identificada a impressão digital. Se a urna reconhecer, o eleitor parte para o voto. Se não reconhecer, tenta-se com o outro polegar ou os dedos indicadores.

O motivo da escolha do município de Canoas, de acordo com o secretário Wobeto, deve-se à  meta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de  envolver 3% da população eleitoral do Estado do Rio Grande do Sul, e Canoas possui exatamente este número. "Além disso, a proximidade com Porto Alegre e a existência de quatro zonas eleitorais no município tornavam o processo mais fácil e barato. Achamos melhor fazer tudo em Canoas do que dividir as atenções entre dois municípios, como Cachoeirinha e Gravataí, por exemplo", explica Wobeto.

Quanto à implantação do sistema biométrico nas demais localidades, Wobeto afirma que será gradativo. "Temos a expectativa de fazer mais 10% do eleitorado para 2012 e fecharmos o país todo em 2018. O ritmo dependerá da disponibilidade orçamentária," conclui.

Marizaura Dias, de 50 anos, eleitoira em Canoas, fala que ficou satisfeita com o processo de recadastramento. "Acredito que seja uma forma a mais de tentar conter as fraudes e os eleitores fantasmas, já que tem impressão digital e foto do eleitor que é confirmado na hora da votação", comenta Dias.

 


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