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Movimentos sociais se unem em defesa do meio ambiente Imprimir
Escrito por Aline Rodrigues   
Terça, 08 de Junho de 2010 - 09:47

santa-terezaCerca de 400 jovens ligados a movimentos sociais gaúchos estarão hoje (08/06), a partir das 8h, na Usina do Gasômetro, localizada no centro de Porto Alegre, para protestar contra o atual modelo de desenvolvimento econômico e ambiental que favorece as multinacionais em detrimento da preservação do meio ambiente e de melhores condições de vida para a população.

A manifestação reivindica a retirada do projeto de liberação do arroz transgênico no Brasil, articulado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, a CTNBio. "As sementes geneticamente modificadas são capazes de trazem prejuízos irreparáveis e inclusive não diminuem o uso venenoso de agrotóxicos", disse Laura dos Santos, integrante dos movimentos sociais. Ela comentar ainda que, atualmente, os transgênicos correspondem a 95% da soja e 50% do milho consumidos no Brasil. "Imagine como será o prejuízo trazido pelo arroz na mesa do brasileiro, que não é um subproduto", reiterou.

Também estão na pauta do protesto a paralisação da construção da barragem de Belo Monte e a luta pela Reforma Agrária Popular, que incentive especialmente a produção agroecológica. "Os movimentos sociais são diretamente atingidos pela depredação do meio ambiente e pelas mudanças climáticas que afetam a agricultura e a situação da moradia nas cidades", explicou Laura, destacando que a data do encontro é simbólica para a proteção do planeta, já que domingo passado foi o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Moradores do morro Santa Tereza também participam de protesto
Ainda na manifestação hoje, por volta das 10h, os jovens dos movimentos sociais devem se unir aos moradores do Morro Santa Tereza, que estarão mobilizados contra o Projeto de Lei, que pode ser votado nesta terça-feira na Assembleia Legislativa gaúcha e prevê a alienação, a um valor irrisório, do terreno localizado no Morro.

Grande parte da comunidade vive no local desde a década de 50 e, a contragosto, será transferida para outro bairro da cidade. No projeto, porém, não há referência ao destino das 20 mil pessoas que ali residem. "Vivemos aqui há muitos anos, com muita luta. Agora querem deixar tudo bonito para a Copa e tirar essa vista da gente, porque acham que a gente não merece ficar num lugar como esse", sustentou Helena Carmo da Silva, moradora do Morro.

A intenção do governo do Estado, que pressiona o Legislativo para que o projeto seja votado em regime de urgência, é descentralizar as unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo, a Fase, também encontrada no terreno que poderá ser permutado. Movimentos sociais, entidades sindicais e deputados avaliam que, além de o terreno estar na lista dos especuladores imobiliários, a nova Fase, prometida pela governadora Yeda Crusius (PSDB), não garante inclusão social aos pequenos infratores.

Os jovens

Articulados na Assembleia Popular da Juventude, os jovens da manifestação de hoje fazem parte do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), Levante Popular da Juventude e da PJR (Pastoral da Juventude Rural). Eles estão articulados com a juventude dos mais diferentes movimentos socias do País e da América Latina.

 


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