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Capa Memória Política Eleições 2010 Paim acelera para evitar que concorrência encoste
Paim acelera para evitar que concorrência encoste Imprimir
Escrito por Márcia, Daiane e Ramisés Falconi   
Sexta, 24 de Setembro de 2010 - 12:49

paulopaimOs preparativos para largada oficial das Eleições 2010 extinguem o tempo e encurtam as oportunidades de relaxamento para os candidatos que querem manter-se nos cargos legislativos. Não se pode deixar uma brecha no sistema que cada candidatura estabelece para chegar ao poder. Nesse contexto, em que correria é uma palavra que está na boca desde o coordenador de campanha até o cabo eleitoral do município mais remoto dos rincões do colégio eleitoral gaúcho, o senador Paulo Paim (PT/RS) troca a marcha tentando chegar na frente de seus adversários.

O parlamentar é referência na defesa dos direitos dos trabalhadores do setor público e privado, aposentados e pensionistas, mas está longe de ser uma unanimidade. Admirado por uns e chamado de oportunista por outros por causa de projetos como o do fator previdenciário, o senador passou a muito tempo do período de testdrive no parlamento nacional. Paulo Renato Paim, natural de Caxias do Sul, RS, metalúrgico de profissão foi deputado federal de 1987 a 2002 e, em 2003, se elegeu senador pelo Partido dos Trabalhadores. Considerado um forte candidato à Presidência da República, Paim preferiu não arriscar e optou por uma reeleição para o senado. Chegou a ser comparado com presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não só pelo carisma, como também por ocupar um espaço político de destaque mundial.

Numa de suas paradas para abastecer suas bases eleitorais, o senador concedeu entrevista ao Planeta Ipa, no seu Comitê de Campanha de Porto Alegre, na Avenida João Pessoa. Para isso, uma única condição colocada pela coordenação de campanha: "que seja rápido".

Universo IPA - Senador, como o senhor está acompanhando as pesquisas? Estar em primeiro lugar lhe deixa confiante em uma vitória?
Paulo Paim - As pesquisas até o momento não mostram muita coisa, porque quando a pesquisa é espontânea estou com quase o dobro de votos do segundo candidato, mas quando a pesquisa é induzida a Ana Amélia fica quase no mesmo patamar, aí aproxima tudo. Enquanto isso a Ana Amélia vem vindo! O que as pesquisas indicam é que todo o cuidado é pouco. Temos que trabalhar bastante.

Universo IPA - Quais as medidas que estão sendo adotadas para garantir a sua eleição?
Paulo Paim - Eu tenho um trabalho forte dentro do congresso, principalmente pelos projetos que aprovamos, tais como o Reajuste dos aposentados e pensionistas, os Estatuto da Igualdade, que não é o ideal, mas, já foi um avanço. Realizamos, também, ótimas plenárias. Além disso, a nossa ideia é formar um núcleo em cada município e, dessa forma, multiplicarmos a nossa atuação.

Universo IPA - Em relação às coligações qual a sua expectativa?
Paulo Paim - A Frente Ampla formada pelo PT, PC do B, e PSB, além dos partidos menores, nos possibilita um maior alcance. Claro, que o meu mandato como senador tem uma "áurea" mais ampla, mas, pretendo manter dentro desse leque. Acho que temos que ter o cuidado, apenas, para não sair muito da Frente Ampla. Tenho apoiadores assumidos como o Ex-Governador Collares do PDT, do senador Sergio Zambiasi do PTB e do Deputado Pompeo de Mattos do PDT enfim, todos os votos são bem vindos.

Universo IPA - Do seu ponto de vista, como está a canditadura da ministra Dilma Roussef?
Paulo Paim - A Dilma está muito bem. A cúpula está toda dentro do Senado. Ainda ninguém sabe quem é o vice do Serra. Tanto que o Aécio Neves não quis ser vice para não entrar em uma fria. Estamos num bom momento.

Universo IPA - Sobre o fator previdenciário e o reajuste dos aposentados como o senhor acha que pode lhe ajudar? (Nesse momento os assessores do candidato se aglomeram à porta da sala onde ocorre a entrevista)
Paulo Paim - Foi para câmara, houve uma negociação e depois voltou, com um reajuste de 7,72%. é uma vitória de cerca 8,5 milhões de aposentados que terão o reajuste retroativo a gênero, por outro lado é primeira vez que os aposentados passam a ter um aumento real em seus salários depois de mais de 20 anos. O Presidente Lula foi pressionado, mas não se intimidou. Agradeço ao Presidente por ter acatado a minha ideia central, de garantir aumento a todos os aposentados e pensionistas, não só aqueles que ganham salário mínimo. Em relação ao fim do fator previdenciário, o Presidente Lula vetou, por que há outro projeto de minha autoria, segundo ele, que está em debate na Câmara dos Deputados, pois já está aprovado no Senado. Espero que a câmera aprove, caso contrário vamos trabalhar em cima desse projeto que ele vetou. Eu quero trabalhar de forma cada vez mais intensa para que o fator não continue em atividade, confiscando mais da metade do salário do trabalhador.

Fim da entrevista marcada pela pressão da correria, apontamentos para o relógio e sinais que apressavam. A reportagem do Universo IPA deixa a sala e é fulminada pelos olhares dos assessores do parlamentar. :-(

 


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