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É preciso mudar o nosso modelo de desenvolvimento Imprimir
Escrito por Rafaela Haygertt   
Quarta, 22 de Setembro de 2010 - 10:00

MontMontserrat Martins, 51 anos, é o candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo Partido Verde (PV). Portoalegrense, o candidato é formado em Medicina pela Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, com especializações em Psiquiatra e Terapia de Família. Além de advogado, formado pela UFRGS, Montsserat foi estudante de Jornalismo e atuou como roteirista e diretor de cinema.

Esta é a primeira vez que o candidato do PV disputa um cargo público, e a sua bandeira política está voltada à promoção do desenvolvimento sustentável no Estado. Para tanto, o candidato pretende incentivar as empresas a se modernizarem o que inclui a utilização de tecnologias limpas como forma de respeitar o meio ambiente.

Universo IPA - Quais são as suas principais propostas e metas para o Rio Grande do Sul?
Montserrat Martins - Tornar o Rio Grande um pólo de tecnologias limpas, incentivando as empresas a se modernizarem e diminuindo a poluição. Mas além das questões do ambiente físico pelas quais o PV é conhecido, ressaltamos nesta campanha o compromisso do PV com as questões do ambiente humano, que incluem saúde, educação e segurança. Temos propostas concretas e diferencidas para cada uma dessas áreas. Para conhecê-las melhor basta acessar o site do nosso partido: http://www.pvrs.org.br

UI - Na sua visão, o que é mais urgente que se faça em nosso Estado?
Montserrat - É preciso mudar o nosso modelo de desenvolvimento predatório para um modelo sustentável. Inclusive, estabelecendo uma multimodalidade de transportes, com malhas ferroviárias para cargas e para passageiros e com hidrovias. Hoje, com a dependência exclusiva das rodovias, temos um sistema de transportes caro, lento e poluidor.

UI - Você é formado em medicina, então, como avalia as crises que a saúde vem sofrendo no estado?
Montserrat - Sobre a saúde, vou dar um exemplo bem concreto. Temos Santa Casa de Misericórdia em 14 cidades e o conjunto destas atende cerca de 20% da população do SUS, gastando menos de 20% das verbas do SUS. Em contraste, um grupo hospitalar gerido diretamente pelo SUS, atende 8% da população e gasta 25% dos recursos. Ou seja, gasta 3 vezes mais do que os hospitais filantrópicos, que aliás, costumam atender com maior qualidade estes pacientes. O problema que identificamos são as gestões político-partidárias do SUS que se sobrepõem às gestões de quem realmente trabalha na área da saúde como ocorre nos hospitais filantrópicos.

UI - Com relação à educação, o antigo governo teve diversos problemas com o Cpers por conta do piso e do plano de carreira. Qual é sua proposta para os professores e para esse setor em geral?
Montserrat - As reivindicações dos professores são adequadas e cabe ao Estado cumprí-las. A solução é criarmos o Conselho Gestor da Educação, composto pelos 30 coordenadores regionais de Educação, que passarão a ser eleitos pela comunidade escolar, ao invés de indicados pelos partidos políticos como ocorrem hoje.

UI - Quanto à segurança, quais são as suas propostas?
Montserrat - Há questões emergenciais que são consenso, como a criação de novas vagas nos presídios, investir em equipamentos e recursos humanos. Mas, além disso, é necessário prevenir e atender melhor os jovens que cometem as primeiras infrações antes que eles passem a se envolver definitivamente com o crime organizado. O melhor método para isso é a justiça restaurativa, que, inclusive, a candidata  Marina Silva fez questão de conhecer em Porto Alegre.

 


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