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Capa Memória Política Eleições 2010 Rigotto: experiência para ocupar o Senado
Rigotto: experiência para ocupar o Senado Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker   
Sexta, 24 de Setembro de 2010 - 18:49

germanoGermano Antônio Rigotto nasceu na cidade de Caxias do Sul. Cursou Odontologia e Direito, mas começou a se dedicar à vida política em 1976, quando foi eleito vereador da cidade de Caxias do Sul. Seis anos depois, tornou-se deputado estadual durante dois mandatos e, na década de 90, elegeu-se deputado federal por três vezes – permanecendo sempre entre os dois parlamentares mais votados do Rio Grande do Sul.

Por sua destacada atuação no Congresso Nacional, recebeu títulos honoríficos do Ministério do Exército, Marinha, Relações Exteriores e Aeronáutica. Também foi sete vezes escolhido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais destacados e formadores de opinião do Congresso Nacional.

Em novembro de 2002, Rigotto foi eleito governador do Rio Grande do Sul, pelo PMDB. Em 2006, foi pré-candidato do partido para disputar a presidência da república. Hoje, ele está entre os três candidatos mais bem cotados para ocupar um cargo no senado. Confira, abaixo, uma entrevista com o candidato e ex-governador.

Universo IPA - Essa é a primeira vez que o senhor se candidata ao cargo de senador. Como pretende se adaptar a essa forma de fazer política em um cargo que nunca ocupou e quais são suas expectativas para essa nova jornada?

Germano Rigotto - Tenho experiência no Congresso, onde estive por três mandatos como deputado federal, além de ter sido Governador do Rio Grande. Com certeza esse conhecimento da vida legislativa e das necessidades do Executivo estadual vão me ajudar neste novo desafio de ser senador da República. A diferença maior é que no Senado nós representamos o Estado e não as regiões que elegem os deputados. Mas, com certeza, com ética, responsabilidade e muito trabalho poderemos contribuir para a melhoria do Senado, que está tão desgastado pelos últimos escândalos e problemas estruturais. Espero que possamos mudar a cara do Senado, tornando a Casa mais eficiente, menos burocrática e mais transparente.

Universo IPA - Como o senhor avalia o trabalho do senado atualmente? O Rio Grande do Sul está bem representado?

Germano Rigotto - O Senado como um todo tem se ressentido de muitos problemas, que vêm não apenas das pessoas que são hoje senadores. Principalmente, por uma estrutura viciada, que virou um cabide de empregos durante muitos anos e que inchou muito por isso, sem dar o retorno necessário à sociedade. O Rio Grande do Sul, com uma honrosa diferença, conta com senadores experientes e comprometidos e com uma política séria. Estamos, sim, bem representados, e espero poder me somar ao senador Pedro Simon para realizar as reformas que o país tanto precisa.

Universo IPA - Quais as razões que o levam a candidatar-se ao senado?

Germano Rigotto – O senado é um novo desafio, pois é um cargo em que representaremos diretamente os interesses do Estado e do povo gaúcho. É uma novidade, e acredito que com minha experiência poderei ajudar na melhoria de sua atuação.

Universo IPA - Quais são as suas propostas e o que pretende fazer de novo senado?

Germano Rigotto - Minhas principais propostas estão no campo das reformas necessárias para o Brasil: a reforma política, a tributária e a revisão do Pacto Federativo, que é a adoção de critérios menos excludentes para os estados e municípios, tão sacrificados pela concentração de poder e de recursos nas mãos da União. Precisamos avançar na racionalização e na simplificação tributária, com uma transição, e que possibilite penalizar menos aqueles que pagam tanto imposto, reduzir a informalidade e melhorar os serviços públicos. Além disso, temos que melhorar o nosso sistema eleitoral.

Universo IPA - Como o senhor avalia a sua campanha? Está confiante para a vitória?

Germano Rigotto - No Rio Grande do Sul, a campanha deste ano está muito disputada, pois temos candidatos de ótima qualidade. Apesar de não ter contado com a mesma visibilidade dos outros dois principais concorrentes nos últimos anos, confio na vitória da nossa candidatura, principalmente pela grande mobilização que está se vendo por todo o Rio Grande. Temos partidos fortes na coligação, e uma militância aguerrida que tem mudado a cara da campanha, nestes últimos 15 dias antes do pleito.

 


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