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Um balanço das Eleições 2012 Imprimir
Escrito por Eduardo Malta Oliveira   
Quarta, 10 de Outubro de 2012 - 13:43

resultado-poaNo último domingo, os brasileiros foram às urnas para escolher os prefeitos e vereadores. Agora, que o período eleitoral passou nós podemos falar livremente sobre a votação e os candidatos que foram eleitos.

Digo isto, pois durante a campanha, os veículos de imprensa são proibidos de falar de forma aberta sobre os candidatos. Será que realmente vivemos em uma democracia? Será que esta não é uma forma de blindar os maus candidatos da vista atenta dos cidadãos? Infelizmente, é muito provável que isto não mude tão cedo.

Mas agora que a eleição já está decidida aqui na capital, chegou a hora de realmente falar sobre política. Sete candidatos disputaram a Prefetura de Porto Alegre. Mas na verdade, apenas José Fotunati e Manuela D'Ávila dominaram a corrida pela prefeitura, sendo que o atual prefeito liderou desde o começo. Já Adão Villaverde corria por fora e em nenhum momento chegou perto dos líderes nas pesquisas.

Durante os debates, ficaram evidentes os motivos que levaram a maioria dos porto-alegrenses a optar pela continuidade da atual administração. Ele era de longe o candidato mais preparado. Enquanto os outros se preocupavam em atacá-lo, em nenhum momento ele perdeu a calma e a serenidade. Sempre respondeu as acusações mostrando o que estava sendo feito na cidade. Além disto, foi o candidato que apresentou as melhores propostas. Méritos também para sua equipe ao escolher um jingle que ficou na cabeça das pessoas.

Nesta eleição, o IPA recebeu quatro candidatos à prefeitura para apresentar as suas metas, nas áreas da educação e mobilidade urbana, à comunidade acadêmica. O desempenho em geral foi decepcionante. Apenas José Fortunati trouxe as suas propostas bem estruturadas, em forma de slides,  que deixou a sua apresentação clara e objetiva. Já Manuela D'Ávila, Adão Villaverde e Jocelin Azambuja demonstraram não estar preparados para administrar uma cidade, principalmente do tamanho de Porto Alegre.

Não se admite, com tantos recursos tecnológicos que facilitam a comunicação, que os candidatos se prontifiquem a expor as suas propostas sem uma apresentação organizada, ou atropelada demais para contemplar todas as suas propostas ou quase de improviso, sem privilegiar os temas delimitados pela reitoria e de interesse da comunidade acadêmica.

Também não se esperava que os candidatos à prefeitura  perdessem  boa parte do tempo criticando ou relevando ações do governo federal. Não é isso que os eleitores querem saber. Querem é que os candidatos à prefeitura mostrem o que farão em Porto Alegre, com o seu orçamento disponível e não a partir de conjecturas. É inadmissível também que o candidato use boa parte do tempo contando quem é e o que fez ao longo de sua vida ou que tente, em uma hora, despejar muitas queixas e poucos projetos viáveis.

Quanto aos demais candidatos, alguns chegaram a se tornar motivo para piadas. Wambert di Lorenzo e sua luta incansável contra a EPTC, Roberto Robaina e seus constantes ataques a todos os demais candidatos. Também não podemos esquecer de Érico Correa e seus companheiros de PSTU, que mais uma vez apresentaram propostas, as quais nem eles mesmos acreditam que possam colocar em prática. E provavelmente, por isso, mais uma vez, Vera Guasso e Júlio Flores não se elegeram.

Entretanto, é preciso dizer que as acusações direcionadas a Fortunati, de fato conferem. Porto Alegre se tornou um canteiro de obras no ano eleitoral, a segurança não vai bem, o transporte precisa atender melhor os porto-alegrenses e a saúde pública continua deixando muito a desejar.

Já na campanha para vereadores, a disputa foi acirrada. Foi difícil saber qual era o pior dos candidatos. Ao assistir o horário eleitoral gratuito, o que vinha no cidadão era um sentimento de desespero. Pessoas sem o menor preparo, que não teriam condições sequer de se eleger síndico de prédio. Talvez alguns deles estivessem no programa errado e o Zorra Total fosse o mais indicado. Apesar disso, 31 candidatos foram eleitos, sendo o mais votado Pedro Ruas, do PSOL. A surpresa ficou por conta do ex-lutador João Derli, segundo candidato mais votado da capital.

Dentre todos os eleitos, apenas cinco são mulheres. Muitos podem pensar que se trata de preconceito, entretanto, basta ver quais eram as candidatas para se ter certeza de que se elegeram apenas as que apresentaram melhor seus projetos. Muitas das que não se elegeram, não tinham condições para isso, e o mesmo vale para muitos homens.

A partir de agora, o que nos resta é torcer para que todos os candidatos escolhidos pelo povo  cumpram todas as promessas de campanha. É importante lembrar que o povo pode e deve cobrar, afinal somos nós quem pagamos seus ótimos salários.

 


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